Festival Bora encerra segunda edição após reunir mais de 53 mil pessoas em nove territórios de Fortaleza

Evento fortaleceu a descentralização cultural, promoveu a diversidade de linguagens artísticas e ampliou o acesso da população às ações culturais

Após quatro semanas de atividades gratuitas, o Festival Bora Fortaleza encerrou sua segunda edição consolidando-se como uma das principais iniciativas de descentralização cultural do Nordeste. Realizado de 3 a 26 de julho pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secultfor), em parceria com o Instituto Cultural Iracema (ICI), o festival reuniu mais de 53 mil pessoas em nove territórios da cidade: Barra do Ceará, Poço da Draga, Praia de Iracema, Centro, Mucuripe, Castelo Encantado, Praia do Futuro, Sabiaguaba e Caça e Pesca. 

Ao longo do mês, artistas, moradores e visitantes participaram de shows, espetáculos de teatro, atividades infantis, exposições, manifestações da cultura popular, esportes, passeios de barco e ações voltadas à preservação ambiental.

Inspirado na relação histórica de Fortaleza com o mar, os rios e os manguezais, o Festival Bora ampliou o acesso às políticas públicas de cultura ao promover atividades em diferentes regiões da cidade, fortalecendo os vínculos entre equipamentos culturais, espaços públicos e comunidades. 

De acordo com a secretária da Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa, a circulação por nove territórios reafirma o compromisso do Festival Bora com a descentralização das políticas culturais e evidencia a riqueza das expressões artísticas presentes em Fortaleza. “Ao fim da segunda edição, o Bora reforça sua vocação de conectar arte, patrimônio, meio ambiente e participação cidadã. Construído em diálogo com as comunidades, o festival valorizou artistas e modos de vida locais e consolidou um modelo de programação descentralizada, aproximando a população das ações culturais desenvolvidas nesses espaços”, afirma.

“O Festival Bora demonstra a força da parceria entre o Instituto Cultural Iracema e a Secretaria da Cultura de Fortaleza na execução de políticas públicas que chegam aos territórios de forma consistente. Ao longo de quatro semanas, articulamos uma programação construída em diálogo com as comunidades, envolvendo artistas, equipamentos culturais e diversos parceiros para ampliar o acesso à cultura e fortalecer a produção cultural de Fortaleza”, destaca a diretora executiva do ICI, Samara Garcia.

Diversidade artística

A pluralidade artística foi um dos destaques desta edição. O festival reuniu artistas cearenses e convidados de projeção nacional, contemplando diferentes linguagens e trajetórias, com protagonismo de artistas negros, LGBTQIAPN+ e periféricos. Entre os nomes que passaram pela programação estiveram Luedji Luna, Don L, MC Luanna, DJ Nyack, Carlos do Complexo e Jup do Bairro, além de dezenas de artistas da cidade, fortalecendo a circulação da produção cultural cearense e impulsionando a economia criativa.

A programação do Festival Bora também valorizou diferentes manifestações musicais ligadas aos territórios de Fortaleza. O forró de favela ganhou protagonismo com apresentações da Banda A Loba, na Praia de Iracema, da Banda Amor Secreto, na Praia da Boca da Barra, no Caça e Pesca, e da Banda Paixão Fatal, no Castelo Encantado.  

A sustentabilidade também teve um papel central no evento. No Poço da Draga, foram realizadas ações de coleta de resíduos, enquanto a Praia do Futuro recebeu a 3ª Festa da Tartaruga, promovida em parceria com o Instituto Povo do Mar (IPOM), com atividades de educação ambiental e sensibilização sobre a preservação dos ecossistemas costeiros. As iniciativas reforçaram a integração entre cultura, meio ambiente e cidadania.

Entre os marcos da segunda edição esteve, ainda, a realização da primeira Regata Cultural de Jangadas de Fortaleza, no Mucuripe. A iniciativa celebrou o trabalho dos jangadeiros, valorizou os saberes da comunidade pesqueira e destacou as jangadas como símbolo da cultura marítima de Fortaleza. Além das disputas entre embarcações tradicionais, o encontro reuniu apresentações artísticas e atividades voltadas à valorização da cultura marítima.

A programação também ativou importantes equipamentos culturais da cidade, como o Centro Cultural Belchior (CCBel), a Vila das Artes, a Casa do Barão de Camocim, o Teatro São José, a Estação das Artes e o Complexo Ambiental e Gastronômico da Sabiaguaba, ampliando o acesso da população às ações culturais desenvolvidas nesses espaços.

Material de imprensa
Confira fotos do Festival Bora

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